O próprio João Moutinho viria a finalizar com sucesso o castigo máximo, mas foi sol de pouca dura para o Sporting. Numa falta bem cavada por Lisandro, Bruno Alves marca um golo de belo efeito, perante um Rui Patrício apático que mais não conseguiu fazer do que seguir a bola com o olhar. Seria com este resultado que o jogo chegaria ao intervalo, não sem que antes Nuno fizesse uma excelente defesa em resposta a um cabeceamento de Derlei.
No reatar do jogo duas chances para o FC Porto decidir o jogo. Primeiro, em novo livre de Bruno Alves, que cobrando em força, leva a bola a embater com estrondo na barra. Merecia melhor sorte. Depois, num contra-ataque muito bem executado, Cristian Rodriguez faz a bola passar a centímetros do poste esquerdo, com um remate de primeira.
No fim, um só resultado. A vitória. E mais que uma vitória, um quebrar de um ‘enguiço’ que eram estes confrontos entre o FC Porto de Jesualdo e o Sporting de Paulo Bento, que tantos dissabores nos trouxeram recentemente. O FC Porto é líder provisório, ganha confiança e Jesualdo alivia alguma da pressão após a humilhação de Londres. Muitos, durante estes dias, previram o final do FC Porto que existira nos últimos anos. Muitos pediram a cabeça de Jesualdo Ferreira, muitos o culparam por todos e mais algum problemas existentes no clube. São os mesmos que hoje, e esta semana, sorrirão, pois o seu clube terá renascido das cinzas, para lhes dar mais uma grande alegria.Exibições individuais em destaque:
Nuno: Sublime. Irrepreensível. Teve a coragem de lutar directamente com os avançados do Sporting por duas vezes, em ambas arriscando o penalty mas em ambas bem sucedido. Teve boas defesas e foi seguro nos lances aéreos. Parece óbvio que o FC Porto se pode orgulhar de ter dois bons guarda-redes. Um aspecto os distinguirá: um claudica nos jogos importantes, o outro
Bruno Alves: 100% eficaz a defender, apesar de raçudo praticamente não fez faltas e não foi violento. Mortífero a atacar, revelando-se um cobrador de livres a ter em conta no futuro.
Lucho: ‘El Comandante’ surgia neste jogo envolto em nevoeiro. Não tinha sido convocado para ojogo com o Paços, em Londres havia deixado uma ténue luz do seu futebol, permitindo assim que se levantassem muitas questões acerca do seu estado físico e psicológico. Neste jogo deu para perceber a sua importância no futebol da equipa. Mesmo não estando a 100% fisicamente, a sua eficácia no passe esteve perto dos 100%.
Hulk: Voltou a entrar no decorrer da segunda parte, partindo para uma das suas melhores exibições no clube. Sendo verdade que não marcou nenhum golo, a sua capacidade de guardar a bola e escondê-la do adversário, deu muito jeito à equipa, ganhando e cantos e permitindo à equipa respirar.
A roçar a mediania. O penalty, apesar de discutível, é bem assinalado. Pecou Lucílio sobretudo pelas expulsões perdoadas a Abel e Tomás Costa e por um amarelo mostrado a Sapunaru quando este foi vítima de falta por parte de Derlei. Assumiu, no entanto, um critério disciplinar no início do jogo, que conseguiu manter durante todo o jogo.







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