segunda-feira, 26 de março de 2007

Voando alto

Contrariando todas as expectativas, o FC Porto superiorizou-se à concorrência, arrebatando para a sala de troféus azul-e-branca a décima primeira Taça de Portugal em Basquetebol, numa Final a 8 disputada numa lógica de eliminação directa. Paços de Ferreira acolheu um fim-de-semana frenético, culminando com o coroar dos Dragões perante uma plateia totalmente colorida em azul profundo.


A festa foi Nortenha, com o capitão Paulo Cunha levantando o troféu. Crédito da imagem para o Portal dos Dragões.


Jogando praticamente em casa, o FC Porto demonstrou qualidade que muitos lhe desmereciam, dominando autoritariamente todas os adversários que se lhe entrepuseram na marcha rumo à glória. Apostando numa formação balanceada entre jogadores portugueses e norte-americanos, os campeões em título não tiveram a menor dificuldade em suplantar o Ginásio do Sul por um diferencial de dezanove pontos, gerindo o esforço para a partida do dia seguinte frente ao Lusitânia dos Açores. Os insulares, apontados como favoritos, nunca senão no final do terceiro periodo representaram ameaça ao FC Porto, que desde o apito inicial comandou as operações, servindo-se do crescendo de produção do pequeno base TJ Sorrentine e do temível acerto de Cunha e Marçal para desmoralizar os homens de Angra, que acabaram por naturalmente sucumbir, concedendo o resultado final de 82 - 73.

O derradeiro adversário seria o Belenenses, que eliminara o Barreirense, carrasco do Benfica. Nunca os lisboetas ameaçaram a supremacia Portista, que pautou a seu bel-prazer o ritmo do encontro, salvaguardando-se sempre de quaisquer aproximações do opositor. Sorrentine esteve novamente em destaque, sagrando-se o melhor marcador da final, com dezanove pontos, secundado por Marçal, temível triplista ao longo de todo o fim-de-semana, com dezoito.

Feitas as contas, o placard de 86 - 77 serviu integralmente às pretensões azuis-e-brancas, permitindo-lhes ostentar um troféu que, se espera, injectará a moral necessária para que a turma de Alberto Babo se assuma como um dos maiores pretendentes à conquista da Liga UZO, cujos play-offs se aproximam inexoravelmente.

terça-feira, 20 de março de 2007

Portinho

O Porto deste sábado, foi um Porto ausente, ausentem em: agressividade no meio-campo, capacidade de trabalho e jogo em bloco. Faltou o sentimentos de orgulho e de grandeza por jogar neste clube. Durante anos, não foi comum ver o Porto a ter tantas dificuldades em jogos grandes, pelo contrário eram os outros que as tinham, podia até não ganhar campeonatos ou ter inconvenientes contra equipas mais pequenas, que se fechavam bem e o Porto sem muita velocidade não as conseguia ultrapassar, mas em jogos contra os rivais de Lisboa era certo: «Não nos ganham ou para nos ganharem têm que sofrer muito.»

O Porto entrou senhor do jogo e durante 20 minutos foi assim. Com as oportunidade criadas, os dragões podiam ter inaugurado o marcador muito cedo, mas tal não aconteceu e após este impacto começam a surgir as suas primeiras dificuldades, perante os pés de Nani - que fez o que quis, durante todo o primeiro tempo - e o Sporting reequilibra e, mais, dominaria a partida, sobre um Porto incapaz de responder à sua primeira adversidade - com dificuldade na saída do primeiro passe e, se até as coisas corriam bem, faltava sempre um elemento, mais sereno (um Lucho), capaz de fazer o último passe. Nesta fase valeria Helton e o azar ou azelhice dos avançados do Sporting. Neste periodo, Jesualdo mostrava incapacidade em ver que teria sido mais importante para o Porto trocar as posições de Meireles e Lucho ou jogar num sistema com dois trincos, tal era a dificuldade (compreensível) de Fucile em defender em um para um com Nani e a liberdade dada ao jogador português dos leões.

A segunda parte, teria que ser diferente para a equipa caseira e a substituição de Alan era mais que evidente, para Jesualdo não a fazer. Para o seu lugar entrou Postiga, que com a sua segurança na circulação e manutenção da bola, permitiu aos nortenhos um equilíbrio no jogo e capacidade de ter bola no último terço, mas com a sua deslocação para médio ofensivo e Quaresma para avançado(?), o FC Porto perderia capacidade de ir à linha e as jogadas morreriam muito antes do remate final. Num jogo controlado pelos sportinguistas em todo campo, o encontro perderia vivacidade e sentiu-se que só seria decidido por uma jogada individual ou num lance de bola parada, e tal aconteceu! Aos 71, perante a cobrança de livre de Tello, o Sporting inauguraria o marcador e ganhava a partida.

Numa vitória justa do Sporting, o Porto foi incapaz de se intitular grande. As alterações de Jesualdo, no mínimo, são ridículas e não foi incapaz de corrigir os seus erros, a sua ingenuidade foi a tal ponto que pensava que conseguiria ganhar ao Sporting jogando também em "losango". Se, antes do jogo, já era difícil pensar num cenário de vitória na Luz, depois dele, ainda se torna mais difícil.

Os melhores:
Helton, foi a única coisa boa no Porto, não deixou que o resultado se alargasse mais. A única falha que se lhe pode apontar é no remate de Nani, nos 88 minutos, mas mesmo aí conseguiu responder bem no ressalto da jogada.
Postiga, quando entrou mudou tudo, trouxe a segurança de bola que o ataque precisava!

Os piores:
Jesualdo. Alan? Jorginho? Vieirinha? Bosingwa? A perder substitui-se simplesmente os avançados? Título? Mentira?
Lucho, não merece estar tantas vezes nos piores, tem mestria para estar no topo e certamente não será por sua culpa, pois, já merecia um descanso.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Caminho Marítimo para o Título

Foi o expiar de todos os estigmas do FC Porto nos Barreiros, onde o Campeão imperou novamente sobre a Ilha, impondo-se a um Marítimo insuficiente, resignado e remetido a estocadas esporádicas, servindo-se de lances de bola parada para perturbar a organização defensiva visitante. Do laboratório surgiu igualmente o primeiro tento Portista, efusivamente aclamado pelos milhares de adeptos azuis nas bancadas do Caldeirão.


Raúl Meireles somou o quarto golo da temporada na sequência de mais um forte remate de fora da área.

Mal João Ferreira apitara para o início da contenda, já Ibson abandonava o relvado em lágrimas, novamente traído por lesões que teimam em negar ao jovem brasileiro a oportunidade de explanar o seu maravilhoso futebol, do qual, por motivos vários, nos vemos privados já lá vai mais de uma época. Substituiu-o Meireles, habitual dono do jogo interior esquerdo e que, apesar do condicionamento inerente à iminente exclusão do clássico ante o Sporting, rapidamente assumiu a batuta do meio-campo, onde Lucho e Assunção foram uma sombra de si próprios ao longo dos noventa minutos.
Sem deslumbrar, os pupilos de Jesualdo ascenderam à dianteira do marcador à passagem do primeiro quarto de hora em mais uma bela jogada estudada que resultaria no tento de Adriano, o quinto do dianteira na competição e o sétimo do FC Porto na sequência de pontapés de canto.
Os insulares tremeram e Meireles, felino, aproveitou para disferir a estocada definitiva após combinação com Rentería, selando definitivamente quaisquer pretensões reminiscentes do Marítimo em prolongar a soberba série de quatro épocas invictos em seu reduto face aos dragões.
A partida arrastou-se num marasmo até ao final, ressalvando-se a lesão de Bruno Alves, em princípio recuperável para a subsequente jornada, e a entrada de Jorginho, a quem o Professor quis oferecer alguns minutos de competição numa altura em que se afigura como principal alternativa aos homens que compõem o tridente do meio-campo azul-e-branco.
Os verde-rubros protagonizaram ainda um derradeiro esforço, logrando reduzir a desvantagem num remate de meia distância resultante de nova falha de Hélton, ainda assim mais seguro do que se apresentara em Londres. Foi o canto do cisne, pouco mais havia para jogar e coube ainda a Adriano a derradeira incursão perigosa, travada in extremis por Marcos, a quem os anfitreões devem a manutenção de um resultado menos avolumado.
Apito final e festa nas hostes Portistas. O Campeão Nacional passara no Caldeirão, reforçando assim a liderança na Liga Portuguesa ao colocar pressão sobre os mais directos rivais.


quinta-feira, 8 de março de 2007

Acabou o sonho.

Aos Oitavos, o Porto caiu.
Foi num jogo atípico que o Porto finalmente sucumbiu na Liga dos Campeões, diante de um chelsea em crescendo nesta fase da época, e por muitos apontado como o maior candidato à conquista do Troféu.
Devo confessar, que após o sorteio, nunca acreditei na passagem, mas ao intervalo estava quase convencido que o Porto ia seguir em frente! Infelizmente o meu primeiro pressentimento estava correcto.
O Porto entrou bem organizado num 4-4-2 de mais contenção, que permitiu um maior controle da zona central do terreno, mas que ao mesmo tempo exigiu aos homens do meio um esforço suplementar. Com o golo madrugador, o Porto limitou-se a controlar os movimentos do adversário, que pouco assustou a defesa liderada por uma dupla cada vez mais entrosada, Bruno Alves e Pepe.
Mas apenas dois minutos depois do descanso, o mais improvável aconteceu: Hélton facilitou e permitiu o empate. A partir daqui, a estratégia montada desmoronou-se. A equipa, que antes do golo estava mentalizada em assegurar o resultado e tentar esporadicamente o contra-ataque, era agora obrigada a fazer pela vida na casa de um adversário com fome de golos, que se motivara ainda mais com a obtenção do empate.
Mourinho tinha ganho o duelo. Foi assim com naturalidade que o chelsea chegou ao segundo golo. Bastava apenas um golo para o Porto seguir em frente, mas o cansaço ( mental e sobretudo, físico ) falava mais alto e foi com tristeza que assistimos aos últimos minutos do encontro.
O sonho acabara, mas ficou a certeza do inegável mérito desta equipa em chegar a esta fase, e que com um pouco de sorte na 1ªmão, poderia ambicionar chegar mais longe.

Os melhores:
Lucho, a encher o meio campo, até à altura em que as pernas lhe permitiram.
Lisandro, o mais activo na frente de ataque, provocou alguns desiquilibrios comprometedores para a defesa adversária.
Pepe, mostrou mais uma vez , a sua enorme qualidade no centro da defesa.
Paulo Assunção, sempre empenhado em cortar o máximo de bolas, e incansável no apoio ao ataque

Os piores:
Quaresma, fez o golo mas não conseguiu ser a tal "estrela" da equipa que os ingleses tanto temiam.
Marek Chech, sem certeza no passe, pouco acrescentou à equipa.
Hélton, é surpreendente mas também inevitável estar nesta posição, não só pelo bola que não defendeu, mas também pela intranquilidade demonstrada durante todo o jogo, que acabou por contagiar toda a equipa.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Um, já foi!

Neste percurso para o título, o Braga aparece para o Porto como o primeiro grande teste de um período de dois meses, de grandes confrontos, onde os dragões irão decidir tudo, tanto ano nível interno como externo: ida a Londres, à Madeira, Luz e Bessa, e recepção ao Sporting - para não falar na eliminatória seguinte da Champions, caso os campeões nacionais assim consigam superar os milionários de Chelsea. Ao contrário de jogos anteriores, mesmo os dois últimos, que terminaram com goleadas, a equipa mostrou solidez e capacidade de ligação entre os vários sectores e até mesmo de aproveitamento das debilidades da equipa adversária. No seu primeiro grande exame, passou e com garantias de futuro!


No jogo, por ele único e próprio, a primeira parte tem pouca história, foi um jogo morto de ambas as equipas onde o Porto se conseguiu impor e Adriano soube ditar leis, mostrando qualidades onde mais vale, na área - este sucedido não faz esquecer a estranha inclusão do brasileiro, na ausência de Cech, por lesão, e na inexistência de outro extremo que permitiria criar o jogo para o seu futebol. Ainda nesta fase, é de salientar o excelente jogo de Lisandro que conseguiu, sempre, apoquentar a defesa arsenalista, o que lhe valeria dois remates perigosos e fazendo esquecer o seu cansaço, bem como e não menos importância, a extraordinária de defesa de Helton, só ao alcance dos melhores do planeta, se se diz que um guarda-redes pode valer uma equipa, o guardião da selecção canarinha mostrou que isso é verdade - pelo menos, valeu um resultado.

Na saída para o intervalo sentiu-se que o jogo não poderia continuar como estava e a segunda parte veio provar isso, sendo bem menos monótona, o que a levaria a um jogo mais ponderado e de maior notoriedade para o objectivo do golo. Mesmo assim, o Porto continuou superior e o resultado pecou por escasso, aproveitando-se de um Braga que tentava chegar ao empate deixando sempre com um cobertor muito curto, especialmente, com as constantes subidas de Luís Filipe e Jorge Luiz que permitiria e, permitiram na etapa inicial, aos dragões constantes aproveitamentos das faixas laterais, nesta altura evidenciar-se-ia todo trio atacante, com as constantes deslocações de Adriano e o uso das costas da equipa adversária e excelente trabalho defensivo dos outros dois avançados, Lisandro e Quaresma.

O resultado final, se ela existe na estatística de jogo, seria injusto, tal foram as oportunidades falhadas pelos azuis e brancos, o remate de Lucho, após de uma grande penalidade, o cabeceamento de Pepe e o carinho de Licha, são exemplos disso. Contudo, ficaria no sentimento de todos, que os representantes da cidade invicta teriam feito o melhor jogo desde há muito tempo e que a esperança no ressurgimento da equipa, tal como a conhecíamos, está próximo.

Ainda sobre a partida:

1- Toda gente de boa cabeça saberá que o adversário do Porto, é um potencial fortalecedor dos grandes, mas há um jogador, na noite de sábado, que merece a minha referência: Alberto Rodríguez, compreende-se porque segurou o lugar na ausência de Nem. Temos jogador! O equilíbrio posicional do peruano age sobre a defesa do Braga como um exemplo de segurança e torna-o num jogador de outro campeonato. Está no caminho onde outros pretendem chegar!

2- Com enorme infelicidade minha, terei que escrever sobre um assunto que pouco prazer me dará mencionar, aceitando as debilidades da arbitragem mundial, e nesse sentido o meu discurso é simples: não assinalar grandes penalidades, faltas ou enganar-se em foras-de-jogo, compreendo, agora não terem um critério e não saberem as leis de jogos, já não. Para um árbitro internacional é ridículo, ter perdoado o segundo amarelo, em faltas para isso, a Luís Filipe e Jorge Luiz por duas vezes (!) e decidir mostrar o 4 amarelo no campeonato a Meireles quando a falta não indicava a isso! Para agravar a sua actuação, acrescenta-se o episódio com Luís Filipe, que deixou toda gente no estádio, jogadores do Porto incluídos, perplexa, sem saber se o lance deveria continuar ou não.

3- Em último ponto, não podia deixar passar a actuação da claque do Porto, Super Dragões, não tiveram decência! Não souberam deixar os seus ódios de lado, quando a memória do jogador e a família mereciam apoio. Antagonicamente, o restante público do Dragão (portistas de alma e bracarenses) souberam brindar o ex-atleta com uma enorme ovação. De forma contrária, passados uns minutos, já exprobrados pelo público adjacente, souberam mostrar o mais bonito das claques - numa guerra de aclamação do nome das entidades que elas representam.

Os melhores:
Bruno Alves - Para quem tem visto os últimos jogos, tem sido uma surpresa. Neste jogo foi imperial, limpou tudo e mostrou a sua mais valia por diversas vezes, a altura.
Lucho - Apesar de ter saído muito cedo na partida, mostrou-se bem mais empenhado do que noutros jogos. Foi pena a grande penalidade falhada!
Ricardo Quaresma - Usou a sua finta para ganhar faltas, se bem que nunca foram bem executadas, mas permitiu que o Porto subisse no terreno e ganha-se ascendente sobre o jogo.
Adriano - É para o que está! Para marcar golos!
Jorge Costa - Obrigado, por continuares a lembrar-te deste clube!


Os piores:
Jesualdo Ferreira - Será que as lesões de Lucho e Bosingwa não serão sua culpa? Não teríamos um plantel mais capaz, para fazer algumas rodagens?

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Goleada à Beira-Mar plantada

Ante um adversário débil, não restava ao campeão nacional outra hipótese senão a vitória. E foi nesse sentido que, paulatinamente, o FC Porto se foi apropriando da partida, ao ponto de lhe colocar uma enfática pontuação, exagerada penalidade para o conjunto alvi-negro. De uma partida desinteressante, destaca-se o fugaz assomo ofensivo do Beira-Mar, imediatamente contrariado pelos visitantes, que não mais largaram o leme da disputa para gaúdio dos quase 15000 espectadores, a esmagadora maioria Portistas, que proporcionaram uma bela assistência no Mário Duarte.


O jovem argentino Lisandro Lopez apontou o seu nono tento da temporada,
sexto se nos cingirmos a embates da Liga Portuguesa.



Confiante face ao regresso de Quaresma, Jesualdo ressuscitou o 4-3-3, entregando a Assunção e Meireles o controlo do miolo, libertando assim Lucho para o apoio aos dianteiros, Lisandro e Postiga. O entrosamento tardou alguns minutos, suficientes para que os aveirenses criassem a sua mais flagrante chance de golo, explorando a arriscada marcação zonal que o técnico portista pretende implementar para, no seguimento de um pontapé de canto, ver o tento impedido em cima da linha de baliza por Marek Cech. Não mais os anfitreões colocaram em cheque a inviolabilidade das redes à guarda de Hélton, sendo pouco depois colocados em desvantagem por Lisandro Lopez, concluindo este uma magistral jogada estudada, nada e coroada de glória em meros três toques. Pouco interesse suscitou o desafio a partir desse momento, sobrevivendo à custa de pontuais laivos de génio de Ricardo Quaresma. Postiga viu ainda uma grande penalidade ser-lhe negada antes do descanso, chegado e ultrapassado sem que a tendência de jogo se alterasse. A machadada final, aplicou-a Lucho Gonzalez aos setenta minutos, finalizando uma boa jogada de insistência do compatriota Lisandro, saído, porém, de posição irregular. O resultado assumia contornos irreversíveis, abrindo espaço à descompressão de ambas as partes. A vantagem azul-e-branca dobrou em cinco minutos, sendo a contagem encerrada por Adriano, de grande penalidade.
Sem deslumbrar, o campeão nacional trabalhou o mínimo indispensável para vencer, acabando premeado com uma gorda vitória, a segunda goleada em outras tantas partidas, e, fundamentalmente, uma forte injecção de moral numa fase em que tanto a Liga como a Champions se encontram em fase decisiva.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Paulo Assunção - O Indiscutível

Paulo Assunção da Silva nasceu a 25 de Janeiro de 1980 em Várzea Grande no Brasil.

O brasileiro começou a dar nas vistas ao serviço do Palmeiras, treinado na altura por Luiz Felipe Scolari (actualmente Treinador da Selecção Nacional), de onde se transferiu para o FC Porto. Nunca se impôs na equipa principal dos portistas e regressou assim ao seu país no final dessa mesma época. Paulo Assunção voltaria a Portugal, desta feita para envergar a camisa do Nacional nas épocas 02/03 e 03/04. Fazendo uma boa temporada ao serviço dos insulares, o brasileiro regressou ao F.C. Porto, mas voltou a não conseguir assegurar um lugar na equipa e foi emprestado ao AEK de Atenas. Acabou por voltar no final da época, afirmando-se de vez com Co Adriaanse que confiou nele para realizar uma posição fundamental no sistema táctico adoptado (3-4-3).

É um médio de cariz defensivo, com particulares bastante modernas. A sua polivalência, posicionamento, força física e sentido de oportunidade tornaram-no um dos jogadores mais evoluídos na sua posição a actuar de momento no Futebol Português. Não admira portanto que, rapidamente, acabaria por conquistar a titularidade na equipa Portista na época 05/06, onde viria a tornar-se Campeão Nacional.

Actualmente na época 06/07, o jogador de 27 anos, continua a espalhar dentro do campo um encantamento à sua maneira. Tem 15 jogos realizados (13 a titular e 2 como suplente utilizado), o que lhe confere 1066 minutos jogados. Na Liga dos Campeões apenas não jogou um dos 7 jogos já realizados.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Empate ao intervalo

O Chelsea actuou precisamente como seria de esperar, temendo o FC Porto. Nada de transcendente face ao poderio azul-e-branco em sua casa, mas postura que se agudiza neste conjunto em particular, que, indo de encontro à minha concepção de como se deve encarar o futebol, defende como um rochedo e contra-ataca com uma precisão cruel.

Dois momentos há a salientar nos instantes madrugadores da partida: a lesão de Terry e a entrada de Robben, afectando a coesão e organização táctica de britânicos e portugueses, respectivamente. Com o empate estabelecido, o FC Porto carregou sobre o adversário, remetendo-o à sua metade territorial e condenando ao insucesso os esporádicos laivos de contra-ofensiva esboçados. O Chelsea foi sendo diminuído até se tornar doloroso verificar o equilíbrio do placard, indiferente aos muitos argumentos que os campeões nacionais esgrimiam neste combate.
Trocados os campos, assistiu-se a um decréscimo de fulgor por parte dos anfitreões, incapazes de traduzir em oportunidades o domínio territorial exercido, sendo que só a quinze minutos do término o Chelsea transcendeu o domínio do sofrível para criar as suas duas únicas chances ao longo da partida, parca justificação para o resultado equilibrado que perdurará. Para este crescendo final contribui decisivamente a inferioridade física de Ricardo Quaresma, assolado por caimbras quando dois terços do segundo tempo estavam já decorridos. Atrevo-me a afirmar que equipa alguma do mundo poderia reagir na ausência das suas duas mais influentes pedras adiantadas.

1-1 penaliza o FC Porto de dois modos. Coloca-o em desfavor relativamente ao Chelsea no contexto da eliminatória e deixa-lhe na boca o amargo travo de injustiça e insatisfação por não terem sido preameados sessenta minutos em que o campeão inglês pouco mais foi que uma banal equipa de confrangedor desempenho ofensivo ou contra-ofensivo.

Ainda um voto de confiança para a segunda mão. Jogando como o fez hoje, o FC Porto elimina naturalmente o Chelsea da Liga Milionária. Faltam 15' de frescura e um Anderson.


Por fim, algumas notas.

Pepe e Quaresma, jogadores de top mundial;
Bosingwa, que não precisa de provar mais nada a ninguém;
Meireles, que, infelizmente, parece aparecer apenas nos jogos grandes.

Essien tem um corte limpo sobre Quaresma e, no seguimento da jogada, aproveita para o atingir barbaramente. Momento inadmissível, agravado ainda pela mímica sugerindo teatralização desempenhada por um senhor que se considera merecedor de respeito por parte destes adeptos.

Pepe justificou igualmente a expulsão. O FC Porto ficaria reduzido a 10 elementos aos 89', o Chelsea já o estaria há cerca de uma hora.

Parabéns, por fim, ao público do Dragão. Somos especiais.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Porto em vídeo - 8º Acto

Em nenhuma outra eliminatória estará tão presente este jogo. Todos se lembrarão, onde estavam, como sofreram, como gritaram, como por fim enrouqueceram...

Esperemos que este jogo esteja bem presente na quarta-feira, como também estará em alguns dos nossos adversários!

Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, José Mourinho, Baltemar Brito, André Villas-Boas, Silvino e Rui Faria, boa sorte para o resto da época! E continuem a elevar bem alto o nome do Porto!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Aquecer baterias para a Champions

O Porto regressou hoje às vitórias com um sistema novo, a assentar num 4-4-2, com 2 pontas de lança na frente, (Postiga e Lisandro) auxiliados por Bruno Moraes, e com Lucho Gonzalez e marek cech descaidos para as alas.
Face à ausência de Quaresma, Jesualdo percebeu que teria que imprimir um outro modelo com outra dinâmica e que permitisse à equipa criar mais desiquilibrios no último terço, através da mobilidade constante dos seus 2 pontas de lança e das sucessivas incursões dos médios pelas alas, e pelo meio.
A colocação de Lisandro Lopez mais próximo de Postiga beneficiou os 2 jogadores. Lisandro jogou numa posição mais próxima da natural, o que lhe permitiu uma maior participação nas tarefas de finalização, às quais correspondeu duas vezes com mestria. Postiga, por seu lado, apesar de não ter marcado, foi mais produtivo com Lisandro a seu lado. Bruno Moraes, que desta vez, jogou mais recuado, acabou por se perder em dribles excessivos, que prejudicaram a equipa na última fase de construção. Contudo, acabou por ser lesto, ao assistir Lisando para o primeiro golo.
A utilização de marek cech, no meio campo, em detrimento de Raul Meireles também não surpreendeu, pois permitiu um menor afunilamento pela zona central, conseguindo romper muitas vezes pelo lado esquerdo, assistido por Fucile. Lucho demonstrou a classe habitual a assistir os colegas da frente, abrindo muitas vezes para a entrada de bosingwa, e aparecendo na área para apontar o segundo golo.
Com a entrada de Pepe, a defesa ganhou outra consistência, e sempre bem vigiada por Paulo Assunção, que se exibiu a bom nível. Na segunda parte, após o terceiro golo ( mais uma finalização excelente de Lisandro) a equipa baixou o ritmo, procurando gerir o esforço para o jogo de terça-feira.
Uma palavra para Adriano, que voltou hoje aos golos, e que se mostrou pouco afectado, depois dos episódios atribulados por que passou no último defeso. Rentería teve hoje a sua primeira primeira oportunidade para mostra o que vale, mas pouco tempo teve para isso.
O Porto conseguiu hoje uma vitória folgada perante uma naval pouco ameaçadora, mas que em certos períodos soube impor o seu futebol, que lhe permitirá encarar com confiança acrescida o importante embate a meio da semana.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Porto em vídeo - 7º Acto

Na semana em que se estreou a titular da "selecção"...

Ricardo Quaresma



AnoEquipaJgGolbncMinAVMédia
06/07FC Porto15601270218,67
05/06FC Porto25(4)502018607,36
04/05FC Porto24(8)402205816,97
03/04Barcelona10(12)1-99951
02/03Sporting27(4)522243617,26
01/02Sporting B10----
01/02Sporting14(14)341328507,36
00/01Sporting B150----
Fonte: Frix

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Terceira derrota injusta em quatro jogos

O FC Porto recebeu este sábado no Estádio do Dragão a equipa do Estrela da Amadora. Jogo que, considerando o baixo estatuto do adversário, se apresentava em teoria como ideal para começar uma reviravolta anímica e de resultados - dado que as derrotas recentes com o Atlético e o União de Leiria tinham representando uma quebra no registo vitorioso que o FC Porto vinha marcando desde o início da época. Havia no entanto duas baixas importantes no 11, Pepe e Quaresma, suspensos devido a incidentes disciplinares em Leiria. Isso representava a subida a titulares dos pouco utilizados Ricardo Costa e Vieirinha, quase inevitavelmente enfraquecendo a equipa.

Hélton; Bosingwa, Bruno Alves, Ricardo Costa, Mareque; Paulo Assunção, Raúl Meireles, Lucho; Vieirinha, Lisandro e Postiga - esta a equipa que o FC Porto pôs em campo. Com o Estrela claramente decidido a tapar a iniciativa portista e nada mais, desde cedo que a equipa da casa tomou conta do jogo, ou pelo menos, da posse de bola em zona ofensiva. Mas o ataque portista esbarrava no muro defensivo adversário, e de forma assustadora, os minutos iam passando sem que houvesse praticamente alguma ocasião de golo. Pouco antes da meia hora, era perceptível através da transmissão televisiva que o público do Dragão já assobiava a inoperância portista. E foi por volta dessa altura que surgiu a primeira chance clara de abrir o marcador, contra-ataque com Lisandro a assistir Postiga com um passe a cruzar toda a área, sem que Postiga conseguisse finalizar da melhor forma.

Este lance não teve seguimento, manteve-se o 0-0 até ao intervalo. E os minutos continuavam a passar, já na 2ª parte. Aos 58' Jesualdo desdobrou a equipa num 4-2-4 trocando Meireles por Alan e o extremo brasileiro de imediato criou algum perigo num lance à linha de fundo. Logo de seguida, Lisandro teve finalmente mais uma grande oportunidade para marcar, após grande passe aéreo de Vieirinha, mas finalizou com um passe autêntico a Paulo Lopes.

Não havia maneira de furar o muro amadorense. Jesualdo fez Sokota regressar aos relvados tirando Vieirinha, e já em desespero de causa tirou Mareque por Ibson, transformando a equipa num 3-3-4 à maneira holandesa a 10 minutos do fim. Sempre sem daí tirar quaisquer efeitos práticos, até porque tanto Vieirinha como Mareque, sem estarem a jogar de forma deslumbrante, tentavam desequilibrar. Nos últimos minutos, com a equipa toda balançada para o ataque, Daúto Faquirá correctamente lançou o extremo direito Zamorano em jogo, e começou a criar muito perigo em contra-ataque, aproveitando o buraco deixado no lado esquerdo da defesa portista com saída de Mareque. Primeiro Anselmo apareceu completamente só frente a Hélton, e só não fez golo porque demorou tanto tempo que permitiu um corte. Depois, no outro lado, Postiga finalmente fazia golo, mas seria invalidado devido a fora-de-jogo. Já nos descontos, o Estrela ataca pela ala direita, e Anselmo faz mesmo golo, antecipando-se a Ricardo Costa.

Derrota muito idêntica aos desaires recentes frente ao Atlético e ao Leiria. Porto domina, mas é incapaz de marcar, e o adversário faz o único golo contra a corrente do jogo. A diferença aqui foi que estivemos terrivelmente desinspirados durante toda a partida, dominando toda a posse de bola mas criando apenas 2 ocasiões claras em todo o jogo. A derrota castiga esta apatia portista e premeia a qualidade da estratégia defensiva do Estrela da Amadora, mas dado o Estrela ter abdicado durante 80 minutos de sequer tentar qualquer iniciativa atacante, não me parece justa.

Os danos na tabela classificativa aparentam ser poucos - o Benfica empatou com o Boavista (jogo que os encarnados também dominaram mas criaram tantas oportunidades que o 0-0 final acaba por ser cómico), e, enquanto escrevo este texto, o Sporting encontra-se a perder com o Nacional. Sendo assim, os adversários directos parecem não aproveitar os nossos desaires. Não deixa, no entanto, de ser muito preocupante a quebra de forma portista que parece durar. Espera-se que nos próximos encontros haja uma subida de forma, até porque Pepe, Quaresma, e Anderson, há tanto tempo afastado por lesão, deverão regressar. É que este Porto, a jogar assim, arrisca-se a envergonhar o nome do clube diante do Chelsea na Liga dos Campeões.

Análise individual dos jogadores:

Hélton (6) - Não teve defesas difíceis para fazer, e tinha poucas hipóteses no lance do golo. Esteve bem a jogar com os pés.

Bosingwa (6) - Teve algumas boas iniciativas atacantes a criar perigo.

Bruno Alves (5.5) - Sólido a central, no fim do jogo pediram-lhe que jogasse a lateral esquerdo e aí fez... os possíveis. Fez algumas faltas a mais, e tentou alguns remates que passaram a quilómetros do alvo.

Ricardo Costa (4) - Péssimo. Teve dois "bloqueios mentais" em que demorou a reagir a um passe, oferecendo a bola ao adversário. Deixou Anselmo sozinho na jogada antes do golo, conseguindo ainda ir fazer o corte no último momento graças à demora do atacante. E era ele que estava a (tentar) marcar Anselmo no golo. Considerando a promessa que foi quando era jovem, dá pena ver o actual Ricardo Costa a jogar. E deixa no ar a dúvida se não seria melhor pôr João Paulo no seu lugar.

Mareque (5.5) - Tentava desequilibrar de vez em quando, embora a maior parte das vezes perdesse a bola. Bateu pontapés de canto de forma esquisita, abraçando a bandeirola.

Paulo Assunção (7) - A melhor exibição portista? Com cortes em esforço lá ia corrigindo todo o perigo criado por.. Ricardo Costa.

Raúl Meireles (5) - Pouco interventivo.

Lucho (5) - Sem Quaresma e Anderson, seria de esperar que Lucho fosse o elemento criativo. Não o foi. Esteve muito apagado, sem criar oportunidades nem aparecer a finalizá-las como é costume.

Vieirinha (6) - A anos-luz da produtividade de Quaresma, mas ia fazendo o que podia. Esforçado, fez algumas recuperações de bola e ainda teve um passe genial que pôs Lisandro na cara do golo, pouco antes de ser substituído.

Lisandro (6.5) - O mais inconformado no ataque. Esteve no entanto mal na referida jogada em que foi assistido por Vieirinha, rematando fraco na direcção de Paulo Lopes.

Postiga (5) - Fez faltas, tentou arrancar penaltis (ficam algumas dúvidas num lance com Fonte em que se agarram mutuamente), protestou com o árbitro até ao ponto de ver amarelo, não aproveitou oportunidades, estava sempre em fora-de-jogo. Jogo esforçado mas fraco.

Alan (5.5) - Logo que entrou em jogo criou perigo, mas a seguir desapareceu.

Sokota (4) - Sem ritmo. A bola também não lhe chegou muitas vezes.

Ibson (4.5) - Tentou fazer alguma diferença no jogo, mas não teve tempo.